Faça a luz!

Por Helô Righetto

Eu tenho uma fascinação por luminárias. O meu trabalho de conclusão de curso (estudei Desenho Industrial, dá uma lida nesse post aqui) foi uma linha de luminárias, e quando eu trabalhei na equipe de criação de Tok & Stok era responsável por esse grupo de produtos.

Ou seja, em um curto espaço de tempo eu aprendi tudo sobre lâmpadas (é um mundo paralelo, vocês não tem noção de quantos tipos de lâmpadas existem nesse mundo), soquetes, fios, lúmens e temperatura de cor.

Fora que depois que você aprende toda a parte técnica, tem que levar em consideração também o material usado para fazer a luminária – o que pode interferir bastante em como a luz é distribuída no ambiente. Mas o que me interessa mesmo no mundo da iluminação é como um objeto simples e pequeno pode mudar totalmente a atmosfera de um ambiente.

Existem arquitetos e designers especializados em projetos de iluminação, tanto para residências como para ambientes comerciais. Mas não é preciso ser expert ou gastar muito em um projeto ambicioso para ver sua casa transformada apenas investindo em algumas luminárias de mesa ou de piso. Até porque um projeto de iluminação que preveja pontos fixos (como spots embutidos em teto de gesso rebaixado ou arandelas de parede que precisam de fiação interna) reduz muito a mobilidade da decoração da casa.

IMG_20170220_144253

Claro que não dá para eliminar os pontos de iluminação fixa (ainda mais se a sua casa não tem muita iluminação natural). Eu por exemplo tenho uma luminária pendente sobre a mesa de jantar (que tem destaque na decoração porque é uma herança de família), assim como nos quartos. Mas os demais pontos fixos da sala e cozinha, que já existiam quando me mudei para meu apartamento, nunca são usados. Eu utilizo as luminárias espalhadas pelo ambiente (uma na minha escrivaninha, uma na cozinha e duas ao lado do sofá) como suporte.

Essas luminárias criam uma atmosfera muito mais aconchegante. A luz é difusa, de cor quente (amarelada) e ilumina o suficiente para que a gente transite pelos ambientes e até mesmo faça tarefas como usar o computador, cozinhar ou ler um livro. Conforme vai escurecendo, vou deixando a casa um pouco mais escura, assim o corpo começa a relaxar.

Além da iluminação em si, a função primordial de uma luminária, eu adoro que a qualquer hora posso mudá-las de lugar, sem ter que me preocupar com fios embutidos. Por exemplo, se eu resolver mudar todo o layout da minha casa, não terei problema em achar novos pontos para essas luminárias de suporte. A iluminação não define a posição dos móveis, o que me deixa livre para fazer experimentos e brincar com o que já tenho se quero fazer alguma mudança na casa sem precisar gastar dinheiro.

Defina sua personalidade pelo nome da sua…

Por Chris Menezes e Mirella Camargo

Este poderia ser mais um daqueles inúteis testes de personalidade que brotam diariamente na timeline do Facebook. Em pleno século…mas em qual século estamos mesmo? Deixa pra lá, pois não vai fazer a menor diferença. O que quero dizer é que nos dias de hoje ainda é possível esbarrar em comentários que poderiam estar saindo de um manuscrito de séculos antes de Cristo.

Nos últimos dias foi noticiado que um ator da Rede Globo está sendo acusado de assédio sexual por uma funcionária da emissora. Ao relatar os abusos a mulher em dado momento diz que ele colocou a mão em sua “buceta”. Veja parte do relato:

“Em fevereiro de 2017, dentro do camarim da empresa, na presença de outras duas mulheres, esse ator, branco, rico, de 67 anos, que fez fama como garanhão, colocou a mão esquerda na minha genitália. Sim, ele colocou a mão na minha buceta e ainda disse que esse era seu desejo antigo. Elas? Elas, que poderiam ser eu, não ficaram constrangidas. Chegaram até a rir de sua “piada”. Eu? Eu me vi só, desprotegida, encurralada, ridicularizada, inferiorizada, invisível. Senti desespero, nojo, arrependimento de estar ali. Não havia cumplicidade, sororidade”.

Eis que em um compartilhamento da notícia em uma rede social, várias mulheres fazem comentários dizendo que por ter usado o nome “buceta” para a genitália, coisa boa ela não seria, que estaria sendo basta e desnecessária. Mas oi??? Como assim, queridinha? Teria que dizer: “ele colocou a mão na minha florzinha?”

O que define os fatos é o nome que se dá a uma parte do corpo? Ou melhor, por que se tira o foco de uma violência da qual somos TODAS vítimas e passa a se questionar o nome que damos ao nosso órgão sexual? Por que esse detalhe passa a ser o tema do debate entre as mulheres e não a violência em si? Justo entre mulheres!!!! Até entendemos o incômodo em ler um palavrão num texto, mas é um tanto quanto cruel e infantil determinar o que é certo ser dito num caso desses, não acham?

Tá faltando cumplicidade e sororidade, como bem apontou a moça do episódio global. Mas tá faltando também muito bom senso e empatia, aquele sentimento lindo que faz com que a  gente se coloque no lugar da outra e pergunte “e se fosse com a minha buceta”?

Agenda: Abril começou com tudo

Abril já chegou chegando, cheio de eventos bacanas para você curtir esse comecinho de outono.

DIA DAS BOAS AÇÕES

Não é lindo quando o mês já abre com ações voltadas a ajudar o próximo? O Dia das Boas Ações é um movimento global e tem como objetivo despertar as pessoas para o engajamento em diversas causas sociais.

Presente em diversas cidades, o projeto reúne atividades coletivas como limpeza de praias, construção de praças, debates e rodas de conversas, além de espaços dedicados a educação, saúde mental e educação infantil.

Downloadables_logos__0005_Portuguese

Diversas capitais
Sábado e domingo – 1 e 2/4/2017

Para saber como participar, clique aqui e aqui.

BRASIL RESTAURANT WEEK

O festival é considerado um dos maiores  do mundo e acontece em mais de 15 cidades brasileiras.  Oferecendo o melhor da gastronomia a preços democráticos, a Brasil Restaurant Week cumpre também um importante papel social sugerindo aos clientes que contribuam com doações de R$ 1,00 (o valor é somado ao preço do menu vendido) para instituições beneficentes.

149023703558d3366b6c298_1490237035_3x2_md.jpg

Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo
Até 9/4/2017 (ES) e 16/4/2017 (RJ e SP)

Confira os restaurantes dessa edição.

SEMANA MAZZAROPI DE CIRCO E CINEMA

Em sua 24ª edição, a Semana contará com intensa programação de eventos e atividades culturais que homenageiam e reacendem a memória de Amácio Mazzaropi, ator e cineasta que imortalizou Jeca Tatu.

Amácio-Mazzaropi-1.jpg

São Paulo
2 a 9/4/2017

Onde: Armazém da Cidade (Rua Medeiros de Albuquerque, 270 – Pinheiros), Museu da Imigração (Rua Visconde de Parnaíba, 1316 – Mooca) e no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc (Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista)

RIO MAPPING FESTIVAL

Considerado o maior festival de luzes da América Latina, o Rio Mapping Festival chega a sua terceira edição com diversas atividades gratuitas durante todo o mês de abril. Palestras, exposições, oficinas e festas vão agitar a cidade e oferecer ao público a oportunidade de conhecer a tecnologia artística mais moderna e mais usada nas grandes capitais pelo mundo.

Rio_Mapping_Festival_Gabinete_Real_1
Foto: Ana Carvalho
Rio de Janeiro
1 a 30/4/2017

Onde: Núcleo de Ativação Urbana. Avenida Professor Pereira Reis, 50, Santo Cristo. 
Hora: Terça a quinta, 14h às 20h; sexta e sábado, 17h às 02h; domingo, 10h às 16h.
Entrada gratuita

Boa diversão!!!!

Ele não é a babá: crônica

Por Lu Moreda

Há poucos dias celebramos o dia internacional da mulher.

Calma! Este não é mais um texto sobre nossas conquistas.

Hoje o nosso bate-papo é sobre um videozinho que a internet morreu de rir recentemente.

Trata-se da entrevista do professor Robert Kelly dada à BBC, sobre a situação política na Coréia do Sul. Alguém lembra dele? Possivelmente não. Sobre o que ele ia falar? Complicado.

Entretanto, acho que você lembra de uma mãe, arrastando duas pequenas fofuras para fora do escritório, enquanto o pai concedia uma entrevista ao vivo.

(Re)Veja

O desespero da mulher foi tanto que uma das reações na internet foi associá-la como a babá dos bebês. Lógico! Eu e outros muitos, genuinamente deduzimos que o descontrole só poderia ter como gatilho: o medo de perder o emprego.

Definitivamente, não vou entrar na questão do casamento multi-racial, quando toda a essência desta grande trapalhada está no MACHISMO.

Pensem comigo:
  1. Se o cara trabalha de casa: tranque a porta do escritório! Porque merdas acontecem.
  2. Se o cara trabalha de casa e tem um “ao vivo” numa das mais respeitadas emissoras de TV do mundo: tranque a porta do escritório e vista uma calça para poder levantar, se for o caso. Porque merdas acontecem.
  3. Se o cara trabalha de casa, tem um “ao vivo” e os filhos que estão em casa resolvem invadir o escritório: tranque a porta do escritório ou vista uma calça, assuma a paternidade como algo normal e coloque sua filha no colo até algum tipo de ajuda chegar. Porque merdas acontecem.
Como pode, depois de uma sequência de erros a piada ser a mãe?

Em nenhum momento, este homem foi questionado pelo descuido com seu trabalho. Haveria essa tolerância se fosse uma correspondente mulher? Em nenhum momento, a apropriação da paternidade desse homem foi questionada. Haveria essa tolerância se fosse uma mãe a afastar o filho?

Prepare-se, agora vem a bomba!

Quando eu digo “apropriação da paternidade”, eu quero compartilhar o conceito de “tornar do pai algo que ele acha ser exclusivamente da mãe”.

A paternidade pode ser biológica, jurídica ou sócio-afetiva. Quando eu trago o termo de apropriação da paternidade para cá é simplesmente mostrar que um homem plenamente consciente de seu estado como pai e de todas as suas funções neste vasto âmbito, encararia essa invasão de fofura, com a maior naturalidade do mundo, mesmo sendo um ao vivo, na BBC.

Sabem por quê? Porque só conseguimos tratar algo com naturalidade se genuinamente for um costume.

Numa sociedade feminista, onde a apropriação da paternidade é cotidiana, este desconforto que acabamos de ver, não existe. Pois, TODOS – empregados e empregadores, homens e mulheres, pais e mães – entendem que a responsabilidade sócio-afetiva dos filhos é compartilhada igualmente pelos responsáveis legais e biológicos.

Apenas para esclarecer, eu não questiono aqui o amor de pai. Eu questiono que os pais amam seus filhos, mas não assumem por completo as tarefas diárias e até alguns embaraços da função. E nós, mulheres, muitas vezes concordamos com isso, pois ainda achamos que cuidaremos melhor ou zilhões de outras justificativas que ao longo dessa sociedade machista nos foram injetadas mentalmente e que ainda acreditamos.

Acredite, por incrível que pareça, o feminismo ainda é uma novidade para muitos de nós.

E aí, você ainda acha o vídeo engraçado?

Nenhum pente me penteia: crônica

Por Helô Righetto

Eu parei de odiar a “rebeldia” do meu cabelo há pouco tempo.

Confesso que ainda tento domá-lo com várias fivelas e cremes, e acho ótimo quando faz um frio tão intenso que é preciso usar gorro, dessa forma não preciso me preocupar com o frizz e as voltinhas esquisitas que ele dá perto das orelhas e da testa. O rebeldia lá em cima não está entre aspas por acaso.

Afinal, por que um cabelo que não é igual o da Barbie ou da Gisele ou da blogueira do momento é considerado rebelde?

Apesar de hoje eu estar muito mais em paz com as madeixas do que durante minha adolescência e meus 20 anos (obrigada revista Capricho por derrubar minha auto estima por anos a fio!), eu não sou “a” desconstruída da beleza. Como toda mulher, eu consigo listar um monte de coisas no meu corpo que não gosto. Por exemplo, eu não uso blusa regata. Ou sapato que mostre os dedos.

Não é fácil desconstruir o que passei uma vida aprendendo. Mas tenho feito progressos.

Recentemente, porém, sofri um golpe doído: recebi uma mensagem de uma pessoa que me segue no Instagram e no Snapchat, falando que eu deveria me cuidar mais, pentear meu cabelo.

“Se cuida um pouquinho, o marido vai gostar! Você é muito linda para ficar tão descabelada como você aparece.”

Olhei para a mensagem no celular por muito tempo antes de fazer qualquer coisa. Senti minhas mãos tremendo. Não sei se era de raiva ou de tristeza ou de decepção. Ou tudo acumulado. A sensação de que tudo que eu conquistei, todos os meus sucessos, não são suficientes se eu não apareço “bem apessoada”. Meu cabelo bagunçado não condiz com a minha inteligência, então é claro que a minha inteligência não vale nada.

O nosso olhar está tão domesticado, o muro do corpo ideal está tão alto ao nosso redor, que achamos razoável expressar esse tipo de pensamento.

E o pior: o fazemos com a certeza de que estamos ajudando. Afinal, se eu não falar para uma mulher que ela deve se conformar com os padrões de beleza, quem vai? Estou fazendo uma boa ação, certo?
Ninguém é completamente livre de preconceitos. Eu sou uma feminista ativista e ainda assim continuo lutando contra machismos enraizados na minha vida. Eu não condeno ninguém que busque alcançar os inatingíveis padrões de beleza que nos são impostos, mas eu quero sim conscientizar as mulheres da razão dessa busca. Não busco aplausos por não usar batom ou por não fazer as unhas. O que eu quero é poder tocar a minha vida sem achar que a maneira que arrumo meus cabelos é um fator que vai me prejudicar.

Eu quero poder lidar com as minhas inseguranças sem que outros me apontem elas.

Descabelada demais, gorda demais, magra demais, maquiada demais, envelhecida demais, acabada demais, “botocada” demais. Cansei!


Já joguei o pente lá na fogueira dos sutiãs. Alguém me acompanha?

Um Dia Sem Mulheres: formas de aderir e outras questões

Por Rapha Perlingeiro e Helô Righetto

É hoje, gente!

Dia 08 de março sempre foi uma data de irritação para mim (Rapha). Essa história de ganhar flor na rua sempre me soou mais como um tapa do que como um presente.

Para Helô nem tanto. Já se irritou com os “parabéns e flores”, mas a importância do dia sempre falou mais alto. Mesmo assim, ela se lembra de estar em um shopping em São Paulo e oferecerem estacionamento gratuito para as mulheres. Sabe como é, aquele tipo de “agrado” que distorce a importância desse dia e torna a luta pela equidade algo fútil e comercial.

Eu não quero flor, quero respeito!

Mas esse ano o dia 08 está deixando a gente inspirada. Acho que isso está acontecendo com muitas mulheres – vocês estão sentido?

O crescimento do movimento feminista, principalmente pelos canais digitais, é um dos grandes responsáveis por esse sentimento. Mesmo quem nunca se auto denominou ativista agora sabe que pode usar suas redes como megafones.

E o que está acontecendo de diferente?

Nesse dia 08 de março de 2017 mulheres do mundo estarão se reunindo em uma mobilização internacional para denunciar e protestar contra todas as formas de violência praticadas contra as mulheres.

Veja o Manifesto aqui para construir a sua própria opinião.

O objetivo é ser uma continuação da marcha do dia 21 de janeiro. Aquela que começou em Washigton e acabou tendo capilaridade em várias partes do mundo também com a intenção de marcar a luta pelos direitos das mulheres.

Vocês se lembram da Marcha? Descubra mais sobre ela aqui.

Alguns mitos

A marcha quer acabar com o dia das mulheres!

A greve internacional das mulheres tem como intuito mostrar ao mundo que a desigualdade e a opressão atrasam o desenvolvimento da sociedade. O Dia Internacional da Mulher foi escolhido para dar ênfase a esse objetivo. Desconto em flores? Estacionamento gratuito? Que tal salários iguais, respeito aos nossos direitos reprodutivos, escolhas e fim da violência?

A Marcha quer resignificar o dia das mulheres.

O Dia Internacional da Mulher continua como a data em que celebramos as conquistas do nosso sexo e chamamos atenção para o tanto que ainda falta conquistar. A greve é a epítome desse sentimento.

Foto: GM8

Como eu posso aderir?

Nem todas as mulheres poderão parar de trabalhar para participar da marcha, por isso a gente fez questão de deixar marcado aqui outras formas como todas nós podemos contribuir. Vejamos:

1) Vestir vermelho – coloque sua roupa vermelha e circule pelas ruas mostrando que está fazendo parte da mobilização.

2) Não consumir – este ato que está atrelado ao fato de que o consumo realmente tem um impacto na nossa sociedade, ou seja, é uma maneira silenciosa e poderosa de mostrar a nossa presença.

3) Twitaço – é a oportunidade de fazer o famoso “ativismo de sofá” de maneira coletiva e causando impacto. Imagina, milhares de mulheres escrevendo sobre a sua solidariedade a mobilização.

Foto: Parada Brasileira de Mulheres (8M)

4) Apoie alguma projeto dedicado a mulheres – definitivamente isso terá um impacto (em qualquer dia, mas hoje será mais simbólico).

Fontes “interessantíssimas” para continuar pensando 

Sites

Conexão Feminista – é um canal do youtube que desdobrou nas outras mídias sociais. Iniciativa da Helô Righetto com a Renata Senlle. O objetivo delas é oferecer “Bate papos para desconstruir, sem romper”. Amamos esse lema! O facebook delas é incrível para se manter atualizada sobre o assunto “feminismo”.

Think Olga – é uma ONG que busca dar poder ao feminino através da divulgação de conteúdos que reflitam a complexidade das mulheres e “as trate com a seriedade que pessoas capazes de definir os rumos do mundo merecem” (maravilhoso, certo!).

Livros

Sejamos todas Feministas – Chimamanda: o manifesto de Chimamanda é quase um “guia do feminismo” para quem quer começar a aprender sobre o assunto e não sabe por onde começar.

Everyday Sexism – Laura Bates: fundadora da campanha Everyday Sexism, escreveu esse livro para mostrar o quanto o machismo está enraizado no nosso cotidiano.

Sobrevivi, posso contar – Maria da Penha: para conhecer a história da mulher que se tornou ícone na luta contra a impunidade com relação à violência doméstica.

Vagenda – Holly Baxter e Rhiannon Lucy Cosslett: baseado no blog de mesmo nome, mas que infelizmente não é mais atualizado, o livro investiga o machismo deliberado nas mídias, principalmente revistas

War on Women – Sue Lloyd Roberts: acha que as mulheres reclamam demais? Que já conquistaram tudo e feminismo é irrelevante? Leia esse livro para ter uma noção dos horrores sofridos por mulheres no mundo inteiro apenas por serem… mulheres

Men Explain Things To Me – Rebecca Solnit: conheça a origem da expressão “mansplaining”. Um dos melhores termos do universo. Explica muito. Quem nunca teve que lidar com um “mansplaining” (preguiça). 😉

Feminist Fight Club – Jessica Bennett: para saber reconhecer e enfrentar situações machistas no ambiente de trabalho.

Um teto sobre todos – Virginia Woolf: um ensaio de 1929 da autora a partir de palestras dadas em universidades sobre a condição da mulher como autora. É um texto clássico! Ela cria uma personagem, Judith Shakespeare, que seria irmã do poeta para pensar, se ela tivesse a mesma capacidade literária que ele, se atingiria o mesmo sucesso. Sensacional!

História das Mulheres no Brasil – Mary del Priore: é muito importante que a gente descubra a trajetória das mulheres no nosso país. A Historiadora Mary del Priore faz isso maravilhosamente.

I Call Myself Feminist – Victoria Pepe: olha o texto da Helô sobre o livro. Ela explica bem. 😉

Documentários

A gente espera muito que vocês tenham gostado desse texto e que ele te ajude a pensar sobre o assunto. A ler, a estudar, em especial, a formar a sua própria opinião e a expô-la sem medo, seja ela qual for.  

É isso meninas, a gente aqui vai seguir coletivizando!

Surpresa Indigesta: como lidar com nudes aleatórios no computador do boy

Por Chris Menezes

O que fazer quando você está mexendo no computador do carinha (a pedido dele, que fique claro) e se depara com um nude que não é seu?

Aconteceu comigo recentemente e vou compartilhar o passo-a-passo para sair dessa situação com dignidade. Vem comigo!

Definindo o termo “boy” 😉
  • Boy é aquele cara com quem você  já está se relacionando há um tempinho, mas não virou namorado ainda. Sem grandes compromissos assumidos, mas com um acordo implícito de, digamos, exclusividade. Isto posto, vamos ao que interessa…

1) Respire fundo e lembre é só um nude. Você não sabe a história por trás daquela imagem. Não sabe sequer há quanto tempo ela foi enviada.

2) Não entre em pânico. Se ficou muito incomodada, sai da frente do computador e vai dar uma respirada em outro cômodo, bebe uma água e respira fundo.

3) Não caia na tentação de abrir a imagem ou procurar por outras. Isso seria uma invasão de privacidade que você não quer na sua conta.

4) Não confronte o cara. Ele te deu carta branca pra mexer no computador dele. Ou seja, isso é sinal de que confia em você. E se ele tivesse algo realmente importante  pra esconder, tenha certeza de que você não estaria ali sem o devido acompanhamento.

5) Lembre-se:   o jpeg no computador não tá assistindo seriado abraçadinho com o moço no sofá (hehehehe!). Você tá.

6) Por fim, nudes são apenas nudes. Vem e vão. Você não. Você tá ali, junto, curtindo, dando risada…

Então, nada de bico e nem choro. Abstrai e vai curtir o cara, pois o que importa pra você é somente o que você está vivendo ali, naquele momento. O que passou, o que aconteceu sabe-se lá quando, como e o por quê não vai (nem pode ou deveria) mudar nada na sua relação com ele.